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Teresópolis, 8 de setembro de 2010 FALE CONOSCO  
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“A vontade do eleitor não foi feita”, diz José Carlos Faria
- Em entrevista à DIÁRIO TV, ex-vereador fala sobre o atual quadro político da cidade

Marcello Medeiros

Foto: Plantão
Faria lembrou que não foram os vereadores mais votados que entraram na Câmara

Na edição dessa sexta-feira do jornal DIÁRIO, da DIÁRIO TV, o Jornalista Anderson Duarte recebeu o ex-vereador e candidato a prefeito nas últimas eleições, José Carlos Faria, para falar sobre as mudanças na Câmara Municipal – a qual foi presidente por quatro vezes, nos seus cinco mandatos – e sobre o atual quadro político de Teresópolis. A representação do povo do interior também foi destacada pelo empresário, que na sua terceira passagem pelo Legislativo obteve a marca de quase cinco mil votos. “O vereador tem que ser vereador para todas as localidades”, destacou Faria.

Na primeira parte da entrevista, ele analisou o primeiro ano de mandato dos vereadores eleitos no pleito passado, além da recente mudança: Ermano Bulhões, o Mandinho, assumiu a vaga de Carlos Alberto Teixeira, cassado pelo TRE acusado de compra de votos. “Esse primeiro ano foi uma fase de adaptação para dez desses vereadores, que nunca tinham tido um cargo político. Mas acredito que vão desempenhar bem os seus mandatos, pois são pessoas que sempre tiveram uma boa participação na vida da cidade, cada um na sua área. Inclusive, percebemos que no segundo semestre a cara da Câmara já foi outra”, lembrou. “Agora, tivemos essa alteração pela Justiça, que vai acabar mexendo novamente com esse quadro, mas acredito que o Mandinho vai fazer um bom trabalho”.

Outro tema levantado pelo Jornalista Anderson Duarte foi a escolha dos vereadores pela legenda e não pelo número de votos de cada um. “Se a escolha não fosse pelo coeficiente eleitoral e sim pelo número de votos, aí sim poderíamos dizer que foi feita a vontade do povo, teríamos um quadro diferente. Teríamos aí o Antonio Francisco, a Dra. Cláudia. Agora, temos um caso em que esse critério beneficiou e depois prejudicou o candidato, que foi o Bira. Quando eleito, ele entrou pela legenda com 663 votos. Na eleição seguinte, fez mais de 2 mil votos e não conseguiu entrar porque o partido não obteve legenda. Isso tem que ser discutido, essa reforma política. O mais justo seria que os mais votados entrassem. Na última eleição, o Antonio Francisco fez muito mais votos que vários vereadores atuais e não entrou porque o partido, o qual ele havia se elegido anteriormente, não fez nenhuma coligação”, lembrou Faria. “Outra situação que o povo desconhece é a questão da escolha do Presidente da Câmara. O Habib, por exemplo, foi só o 23º mais votado e acabou eleito, porque não é uma eleição pelo número de votos e sim uma eleição entre os vereadores. Eu, por exemplo, quando fiz quase cinco mil votos não consegui o cargo de Presidente. Mas para ele foi muito bom politicamente, pois soube mostrar para os colegas que poderia ocupar esse cargo”, completou.



Matéria completa em nossa edição impressa.

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