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Teresópolis, 8 de setembro de 2010 FALE CONOSCO  
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Ipê Amarelo: beleza em poucos dias
- Árvore no centro da cidade floresce e Organização Não Governamental reverencia a beleza natural

Fernanda Pamplona

Sendo uma árvore brasileira, o Ipê Amarelo pode chegar a 30 metros de altura e chama a atenção pela beleza estrondosa. Em Teresópolis, um exemplar da espécie pode ser encontrada na Praça Olímpica, mas o espetáculo natural dura pouco: apenas três dias, de acordo com a ONG Ipê Amarelo.

O exemplar, ainda de acordo com a ONG, é o único com cor inteiramente “amarelo-rútila” que existe na cidade, e é a segunda vez que floresce esse ano. O fundador dessa organização que protege o verde, Oswaldo de Oliveira, acredita que apesar de belo, o ipê passa despercebido no dia-a-dia de muitos teresopolitanos.

“O Ipê floresce de 3 a 4 dias na melhor das hipóteses. Este ano, isso já aconteceu em setembro, e novamente agora. Não se sabe porquê, já que é apenas uma vez ao ano que isso acontece, sempre a partir de junho, mas nunca duas vezes”, explicou Oswaldo.

O Ipê Amarelo é considerado símbolo do Brasil, diferente do senso comum que acredita que é o Pau-Brasil. “O Ipê é símbolo do Brasil, e não só de Teresópolis. Todos pensam que é o Pau-Brasil, mas estão errados”, disse Oswaldo.

Com o aquecimento global, diversas ONGs estão se formando para restaurar a cobertura vegetal no mundo, e compensar a degradação humana no meio ambiente. Esse é o caso da Ipê Amarelo, que busca fazer um trabalho de conscien-tização popular de preservação e, junto com as autoridades, criar um Jardim Botânico na cidade.

Fundado pensando na criação municipal do Parque dos Três Picos e no reflorestamento do Parque da Tartaruga, a organização lança a idéia de criar jardins botânicos ao redor dos parques, para preservar a mata e evitar invasões. “A idéia de Dom João VI, criando o Jardim Botânico no Rio de Janeiro, é perfeita e necessária para a cidade. A ONG existe para atuação nas áreas em que o governo não consegue atuar, talvez por falta de recursos, então a sua finalidade parte do exemplo bem sucedido levado a efeito no Rio de Janeiro.”, explicou o fundador da organização. Segundo ele, a criação de jardins botânicos funcionam como cinturões verdes que protegem o avanço da cidade sobre a floresta.

A organização não-governamental busca, junto com as autoridades e apoio da Lei Rouanet, cultivar árvores diversificadas, como forma de preservação ambiental com um impacto positivo. Ações sociais também fazem parte dos projetos, que precisarão de voluntários para atuar. “Os interessados podem entrar no nosso site, www.ongipeamarelo.com.br , e nos contactar. Nós responderemos em breve”, garante Oswaldo.

As diferenças dos jardins botânicos e das florestas são muitos. O reflorestamento de um local, por exemplo, só pode ser considerada floresta estabilizada em 30 anos. Já um jardim, esse período diminui para 5 a 8 anos. Além disso, por ser murado, os jardins protegem a mata de invasões, derrubadas, desmatamentos, incêndios, e atraem a população e turistas para visitação. A ONG, porém, não justifica a criação desses jardins em detrimento das florestas: ambos são essenciais, mas a ocupação desordenada e os problemas decorrentes pela sensação de as florestas “não pertencerem a ninguém” são acelerados quando não existe uma proteção ao redor dessas florestas. Essa seria mais uma das funções do jardim botânico.

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