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Teresópolis, 8 de setembro de 2010 FALE CONOSCO  
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Ministério Público instaura inquérito para apurar morte de família na Rio-Teresópolis
- Demora na liberação da pista e cumprimento do contrato de concessão da rodovia serão investigados

Da Redação

Foto: Marcello Medeiros
Uma família morreu após o deslizamento de terra. Ministério Público Federal quer explicações da CRT

O Ministério Público Federal (MPF) em Teresópolis instaurou inquérito civil público para apurar se a Concessionária Rio-Teresópolis (CRT) cumpre o contrato de concessão da rodovia, sobretudo na prevenção de deslizamentos de encostas na pista. O MPF investigará também por que a empresa demorou para liberar a pista depois da interdição provocada pelo desmoronamento que matou um casal e a filha de sete meses no quilômetro 90 da rodovia. A primeira medida do Procurador da República Leonardo Costa, responsável pela instauração do inquérito, foi pedir esclarecimentos, em até dez dias, à CRT, à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

A concessionária deverá explicar por que demorou a liberar a pista nos últimos dias e informar as medidas tomadas para prevenir desabamentos e quedas de barreira entre o Mirante da Vista Soberba e o fim da serra. O MPF questiona também a agência reguladora sobre as medidas adotadas pela CRT para prevenir acidentes e quer informações sobre a fiscalização do cumprimento dessas ações.

A ANTT foi consultada sobre as providências que tomou quanto aos deslizamentos do último dia 15, sobre a interrupção da BR-116 por três dias no trecho entre Teresópolis e o Rio de Janeiro e sobre a existência de vias alternativas para o uso das empresas de transportes coletivos que atuam no trecho da BR-116 recém-interditado. Ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o MPF pediu informações sobre como ele tem prevenido deslizamentos no trecho da BR-116, que corta o parque, bem como sobre a elaboração de relatórios técnicos sobre a queda de barreira no último dia 15. Tanto a CRT como o Parque Nacional foram consultados sobre a existência de estudos geológicos com os pontos críticos de desmoronamento.



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